Eu já li muitos
livros, mas com um conteúdo adulto e tão erótico como “Cinquenta Tons de Cinza” é a
primeira vez, porém não é o conteúdo altamente sexual a essência do livro, mas
sim o que leva uma pessoa a só se relacionar através dele. Estão lá no livro
todos os ingredientes de um bom romance carregado com as dúvidas e o monstro
dos protagonistas e depois de ler o primeiro livro quero muito ler o segundo e
o terceiro e espero que desta vez a autora dê aos protagonistas o que final que
eu acho que eles devem ter e não o que ela decidiu, assim como o autor de
Eragon fez. Ao final do quarto livro de Eragon eu não fiquei mais p da vida
porque resolvi esquecer, ignorar e nunca mais ler nada deste autor. É, eu sou
assim, gosto de finais felizes com músicas tocadas por anjos em Harpas.
Estou cansada de
gente escolhendo o final das situações em que estou envolvida contrariando o
que eu quero. Deus, por exemplo, não entende que eu gostaria muito de tomar
conta do roteiro da minha vida, mas ele insiste em ser Deus e ser do contra
atrapalhando todos os meus planos ao executar os dele. Ele podia fazer as
alterações do roteiro conforme a sua vontade, mas precisava esquecer das minhas
vontades? Não dá pra levá-las em consideração algumas vezes? Acho que não, né?
Dizem que a gente deve ter muito cuidado com o que deseja porque pode
conquistar o que desejou.
Pois é. Eu queria
muito aquela herança que me daria um dinheirinho e agora eu estou quase
comprando um bolo, uma vela, chamando os herdeiros e cantando parabéns! Um ano
depois, dinheiro que é bom nada. Já subi no banquinho e fiquei olhando lá pro
horizonte e não vejo o dinheiro vindo, o processo está parado e estou até com
medo da conta porque estacionamento aqui em BH muitas vezes é mais caro que o
carro!
Se eu escrevesse os
roteiros de minha vida e da vida de muitas pessoas tudo seria muito, muito
diferente, só não sei se seria bom, talvez fosse divertido, mas não dá pra
saber, assim como não dá pra saber os planos de Deus, ele não solta um spoiler,
não dá uma dica, nem deixa seus assessores darem entrevistas. O mais difícil de
entender no roteiro que Deus escreve é que lá na frente, depois de sentir todas
as dores possíveis, viver intensamente todas as alegrias que nos envolvem,
passar por momentos que jamais acharíamos que passaríamos é que entendemos que
o roteiro dele é o que dá mais certo. Para entender o roteiro de Deus é
necessário ter paciência o que me lembra uma frase que coloquei no Facebook
outro dia: “Não tenho pai, não tenho mãe, não tenho cachorra e não tenho
paciência!”
Ele podia entender
isso...

























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