Estou tão feliz! Ou quase isso, se não fosse por um pequeno detalhe que
vai se revelar à medida que eu colocar na sequência correta meu raciocínio
lógico, mas o que importa agora é que eu descobri que tenho imaginação, eu sou
criativa!
Claro que eu não sou uma Stephenie Meyer ou uma Sophie Kinsella, muito menos uma Becca Fitzpatrick, quanto mais
uma Richelle Mead ou uma Marian Keyes! Não tenho todo este potencial, muito
embora agora eu ache que a Stephanie deu foi muita sorte ao escrever um livro
que emocionou pelo romantismo, trouxe a moda dos vampiros de volta, mas que
pecou pela falta de uma personalidade marcante dos personagens.
Descobrir a personalidade de um personagem é pra mim, que adoro ler, uma
das partes mais importantes de toda a aventura da leitura.
Podem conferir, em matéria de personalidade as heroínas de outras aventuras místicas são muito mais fortes que Bella e os heróis muito mais providos de armas e atitudes que Edward. Ah, tudo bem, ainda acho linda a história, mas em se tratando de criar um ser imaginário eu sou melhor que a Stephenie, com certeza.
Sabe por quê?
Podem conferir, em matéria de personalidade as heroínas de outras aventuras místicas são muito mais fortes que Bella e os heróis muito mais providos de armas e atitudes que Edward. Ah, tudo bem, ainda acho linda a história, mas em se tratando de criar um ser imaginário eu sou melhor que a Stephenie, com certeza.
Sabe por quê?
Porque eu criei pra mim uma versão de uma pessoa perfeita. Eu criei a amiga e
companheira leal, fiel, verdadeira, sincera. São tantos os adjetivos que nem
sei como colocar todos aqui e é exatamente ai que está aquele detalhe que eu
citei lá em cima e que é um problema. Eu criei um ser perfeito demais. Eu também
criei uma parede que me impedia de enxergar a pessoa de uma forma realista e a
deixava meio embaçada dificultando minha visão, impedindo que eu a enxergasse
com nitidez.
As coisas aconteciam e eu conseguia colocar um véu que decorava ou
enfeitava o evento. Eu olhava, mas eu não via, eu via, mas não enxergava.
E de repente todo aquele ser que eu construí pra mim se desconstruiu
sozinha enquanto eu olhava de longe sem acreditar no que finalmente eu via.
Ninguém é tão perfeito! E também ninguém é só defeito.
E agora, eu me pergunto?
Agora nada, eu me respondo!
Quem criou fui eu. Eu fui além da imaginação, da idealização e da
fantasia. Não faz sentido eu me decepcionar com alguém que não existe. Minha
culpa, totalmente minha. Se eu fosse uma escritora eu diria que escrevi o
primeiro capítulo todinho errado e se o primeiro começou errado, os seguintes estão
baseados nas consequências destes erros. O único jeito de resolver este
problema é rasgar tudo que eu sabia sobre esta pessoa e começar a conhecê-la
direito e sem criar expectativas desta vez, porque ninguém é perfeito, nem eu.
Eu sou quase perfeita, falta muito pouco para eu alcançar a perfeição, só falta a beleza, o dinheiro, o poder, a inteligência e o resto todo que faz alguém perfeito.
Eu sou quase perfeita, falta muito pouco para eu alcançar a perfeição, só falta a beleza, o dinheiro, o poder, a inteligência e o resto todo que faz alguém perfeito.

























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